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04/11/19 - Chamados feitos pelos fiscais do meio ambiente terão prioridade de atendimento

A Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) lançou dois novos canais de atendimento direcionados para a comunicação de extravasamento de esgoto em parques e unidades de conservação. Fiscais e demais servidores do Instituto Brasília Ambiental (Ibram) terão canais exclusivos. O telefone verde será 115, seguido da opção 0-4. Por meio do aplicativo, haverá a opção Extravasamento de Esgoto em Parques e Unidade de Conservação, já disponível na versão Android e, em breve, também para IOS. As ordens de serviço geradas por esses chamados serão classificadas como urgentes e encaminhadas como prioridade para a área de manutenção.

A criação dos canais verdes foi anunciada no Seminário “A Realidade do Saneamento Básico no DF – Operação e Manutenção do Sistema de Esgotamento Sanitário”, realizado pela Caesb, na semana passada, especialmente para servidores do Instituto Brasília Ambiental.

“O objetivo desse seminário é estreitar a parceria com o Ibram. A maior interessada na preservação do meio ambiente é a Caesb. É importante que os órgãos ambientais conheçam a realidade da Companhia e vejam como trabalhamos para tratar 100% do esgoto coletado e evitar que esses resíduos poluam a natureza”, disse o presidente da Caesb, Daniel Rossiter, na abertura do seminário.

O assessor de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Vladimir Puntel, há 33 anos na Caesb, destacou que a Companhia tem por princípio a proteção dos mananciais e que faz parte da missão da empresa incorporar a visão sistêmica do meio ambiente em todos os processos. “Em todas as nossas compras, o fornecedor deve apresentar licenciamento ambiental de suas atividades”, exemplificou.

No seminário, servidores do Ibram receberam explicações sobre todo o ciclo do saneamento, desde a produção e distribuição de água, passando pelo sistema de manutenção preventiva e emergencial, até os processos operacionais e tecnológicos desenvolvidos para automatizar, modernizar e aprimorar os serviços prestados pela Companhia ao longo desses 50 anos.

Os funcionários do Ibram também conheceram o Cecop, Centro de Controle Operacional da Caesb e o ônibus Expresso Ambiental, que tem uma maquete do ciclo do saneamento. Visitaram ainda uma das maiores estações de tratamento de esgoto da Caesb, a ETE Sul. A ideia foi mostrar todo o processo de tratamento dos esgotos até o despejo dos efluentes de volta à natureza.

DESAFIOS NO TRATAMENTO DO ESGOTO

O foco maior do seminário foi o Sistema de Esgotamento Sanitário da Caesb. A superintendente de Operação e Tratamento de Esgotos, Ana Mota, explicou a operação em detalhes.

A Caesb tem 7.234Km de rede, coletando 89% dos esgotos do Distrito Federal. Para conduzir e tratar esse volume, existem 15 estações de tratamento (ETEs) e 74 estações elevatórias, que bombeiam os resíduos até as ETEs. A Companhia trata 100% do esgoto coletado. Entre as unidades da federação, a Caesb é a única que remove mais de 60% de matéria orgânica, chegando a 82% - no Brasil, 70% dos municípios não chegam a retirar 30% do material orgânico.

Para evitar que os esgotos extravasem e poluam o meio ambiente, a Caesb monitora a rede 24 horas por dia, tem uma rotina de limpeza dos poços de sucção e um cronograma de manutenção preventiva, lavagem de redes e atividades de fiscalização. Só em 2018, foram feitas 21 mil vistorias, que resultaram em 5900 autuações e 662 multas. A primeira abordagem da Caesb é sempre educativa, no sentido de corrigir ligações indevidas à rede de esgoto.

“O mau uso das redes é o principal problema que temos. Causa extravasamento, obstrução e rompimento de redes, entre outros. Pelo menos 76% dos extravasamentos de esgoto que temos são decorrentes da água da chuva que vai parar nos esgotos”, explicou Ana Mota.

Técnicos da Caesb e do Ibram também debateram sobre os desafios do sistema, como o reaproveitamento do lodo (subproduto gerado no tratamento) na recuperação de áreas degradadas e na agricultura, a erradicação de lançamentos clandestinos por caminhões-fossa e o reuso de água.

O superintendente de fiscalização, auditoria e monitoramento do Ibram, Humberto Wanderley, elogiou a iniciativa da Caesb em realizar o seminário. “Os técnicos puderam conhecer de perto a realidade da Companhia e o esforço para tentar reduzir o passivo ambiental decorrente dos esgotos”, disse.

    

Crédito das fotos: Marco Peixoto/Caesb

05/11/19 - Caesb amplia atendimento via WhatsApp e passa a atender Ceilândia

Ceilândia foi a cidade beneficiada com o serviço
 

Como parte da política de oferecer aos clientes um serviço de excelência, a Caesb ampliou o atendimento via WhatsApp a partir de 1º de novembro. Desta vez, a cidade beneficiada foi Ceilândia. O número é (61) 98480-5115.

O serviço foi lançado no dia 1º de outubro deste ano nas cidades de Samambaia e Planaltina. Samambaia possui 55.345 ligações ativas e Planaltina 50.443. Em 25 dias de atendimento, 1.661 mensagens foram recebidas, gerando 47 ordens de serviço (OS). Isso porque grande parte das demandas foram resolvidas sem a necessidade de geração de OS.

O Escritório da Ceilândia atende as regiões administrativas de Ceilândia e Sol Nascente/ Pôr do Sol. Ceilândia possui 76.811 ligações ativas que abastecem 120.571 unidades de consumo, número que corresponde a cerca de 12% das ligações da Caesb. Já a Região Administrativa do Sol Nascente/ Pôr do Sol possui 22.283 ligações ativas que abastecem 26.064 unidades de consumo, número que representa 3,5% das ligações da Companhia. 

As duas RAs juntas, Ceilândia e Sol Nascente/Pôr do Sol, respondem por 9% do faturamento e arrecadação da Caesb. No primeiro semestre de 2019, a Caesb recebeu 28.137 solicitações de serviços referentes às duas RAs, o que resulta em uma média mensal de 4.689 pedidos. Somente no Escritório Regional da Ceilândia e no Posto do Na Hora daquela cidade, foram registradas 8.783 ordens de serviço, o que corresponde a uma média mensal de 1.463.

Os serviços mais solicitados nas duas RAs são vistoria e execução de desmembramento, revisão de dados cadastrais, corte a pedido do cliente, religação e conserto de cavalete. Essas demandas somadas correspondem a 50% de todos os serviços solicitados.

A gerente de Procedimentos, Controle e Informações Comerciais da Caesb, Drielle da Silva, explica que a implantação do projeto piloto de uso do WhatsApp faz parte da busca permanente da Caesb em melhorar o atendimento ao cliente e atender as demandas no menor tempo possível. “Após a implantação do WhatsApp em Planaltina e Samambaia, recebemos diversas mensagens de elogio pelo serviço, principalmente com relação à economia de tempo”, comemora a gerente.


 

Espaço Cultural Caesb: confira a agenda do mês de novembro de 2019

05/11/19 - Engenheiros da Copasa visitam Centro de Controle Operacional

Uma equipe de seis engenheiros da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) visitou o Centro de Controle Operacional (Cecop) na sede da Caesb, nesta terça-feira (5). A tecnologia utilizada para a transmissão de dados, automatismo, sistema supervisório, pesquisa e desenvolvimento, bancos de dados e sistemas de suporte à decisão foram temas das apresentações realizadas pelos engenheiros Cristiano Gouveia (PGOC) e Tiago Diniz Arantes (PMIA). Questões correlatas à estratégia, planejamento e controle das operações dos sistemas de água e de esgotamento também foram alvo de curiosidade dos técnicos.

Prestadora de serviços em 633 municípios, a Copasa veio conhecer o sistema da companhia brasiliense, o que irá auxiliar na tomada de decisão para o projeto de ampliação da rede de automação no interior de Minas Gerais, um desafio em razão do tamanho do estado.

O coordenador do grupo, engenheiro Wilton Ferreira, gerente da Operação Técnica e Desenvolvimento Tecnológico da Copasa, elogiou a experiência da Caesb em relação à automação das redes do DF. “Temos uma unidade de controle em Belo Horizonte e precisamos garantir o acompanhamento das equipes de planejamento que a empresa pretende colocar no interior. Por isso, fizemos esse benchmarking e vamos levar a experiência de vocês, principalmente na parte da automação e da comunicação de dados com o Centro de Controle Operacional, para casa”, comentou Ferreira.


Equipe da Copasa, com representantes das áreas de Controle e Desenvolvimento Operacional, Tecnologia, Projetos, Automação e Operação: Wilton Ferreira; Leandro Assunção; Samuel Rodrigues; Murilo Costa; Eduardo Rigoto; e Luiz Eduardo. Foto: Thiago Suares (Caesb)

 

07/11/19 - Caesb promove ciclo de palestras para empregados sobre igualdade

Principais objetivos são promover a igualdade de gênero e melhorar o ambiente de trabalho

 

Para melhorar a gestão, no que se refere à igualdade de gênero e à criação de um ambiente de trabalho saudável, a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) elaborou o projeto Promoção da Igualdade, que é composto por palestras e rodas de conversa que versam sobre diversidade, igualdade, inclusão e combate ao assédio sexual e moral.

O projeto foi feito sob a orientação do Ministério Público do Trabalho (MPT/DF) e começou em junho deste ano. Até o momento foram ministradas palestras sobre violência contra a mulher, racismo e assédio sexual no ambiente de trabalho, assunto que também teve a divulgação de vídeos produzidos pelo MPT e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). A Secretaria de Justiça é parceira da Caesb, ajudando na escolha dos temas e indicação dos palestrantes.

A gerente da Escola Corporativa Caesb (ECO), responsável pela viabilização do projeto, Leila Amaral, explica que a Caesb pretende abordar temas como tolerância religiosa, diversidade sexual de gênero e inclusão social para Portadores de Necessidades Especiais, como forma de dar continuidade ao ciclo de palestras. “Precisamos evoluir nossa forma de pensar e agir diante de temáticas como as abordadas. É preciso respeitar o colega de trabalho com quem convivemos, mesmo que não concordemos com ele”, defende a gerente.

Compreensão das relações raciais no Brasil

Nessa semana, para discutir o tema racismo, a Caesb recebeu a palestrante Marjorie Nogueira Chaves, coordenadora de Política de Promoção e Proteção da Igualdade Racial, da Subsecretaria de Políticas de Direitos Humanos e de Igualdade Racial do DF. A palestra teve como objetivo oferecer subsídios para os gestores e servidores da Companhia para a compreensão das relações raciais no Brasil e a constituição das ações e políticas de promoção da igualdade racial.

Durante duas horas, Marjorie, que é Doutoranda em Política Social pela Universidade de Brasília e pesquisadora do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da UnB, falou sobre racismo e seus elementos, como estereótipo, preconceito e discriminação. De acordo com ela, o racismo parte da suposição de que há uma desigualdade natural e biológica entre grupos e os grupos considerados inferiores passam a ser objetos de discriminação racial. Ela explicou que o racismo pressupõe que há uma superioridade moral, intelectual e estética por parte dos brancos e que a superioridade pressupõe opressão. “A desconstrução do racismo é complicada porque há leis para conter o racismo e a discriminação, mas o preconceito não há como ser coibido e eliminado porque é íntimo”, lamenta a coordenadora.

Marjorie argumentou que todos deveriam estar comprometidos na promoção da igualdade social uma vez que essa não pode ser considerada uma coisa normal.  “O racismo não é um problema de negros porque não foram eles que o inventaram. A sociedade civil organizada tem poder e precisa se mexer”, defendeu.

A Constituição Federal de 1988, no seu artigo 5º, estabelece que todos são iguais perante a lei. Essa foi a primeira Constituição a incluir o racismo como crime inafiançável, imprescritível e passível de pena. No entanto, um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) mostra que o patamar de educação alcançado em 2015 pelos negros foi o mesmo que os brancos tinham em 1995. Outro estudo do IPEA aponta que, no Brasil, a probabilidade do negro ser vítima de homicídio é oito pontos percentuais maior, mesmo quando são comparados indivíduos com escolaridade e características socioeconômicas semelhantes.

O Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2019, estudo divulgado pela Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), aponta que em 2018, dos 45 homicídios com vítimas do sexo feminino e 28 feminicídios, 61% foram cometidos contra mulheres negras.




Crédito das fotos: Caesb/Divulgação

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