O 2ª Esquadrão de Aviação Operacional (2ESAV) realizou na tarde de ontem (22) um treinamento com as equipes de combate a incêndios florestais que irão operar no novo aeródromo da Floresta Nacional de Brasília (Flona).
Construído em um lugar estratégico, a nova base tem uma pista de terra batida para pouso e decolagem com extensão de 1.500 metros e 150 metros de largura. Também há um abrigo para os militares envolvidos nas operações e área de manobras para o reabastecimento da carga d'água, fornecida por um reservatório com capacidade para 80 mil litros, cedido e instalado pela Caesb.
“Realizamos esse treinamento para simular como seria em situações reais o desempenho da aeronave ao pousar e decolar abastecida com carga d’água, bem como a efetividade da comunicação entre a guarnição do solo e da aeronave. Também é possível testar a adaptação da equipe às condições do local considerando vento, altitude, situação da pista, poeira, animais na pista, etc. Esses testes garantem que operações reais transcorram com o maior nível de segurança e eficiência”, explicou o Tenente Coronel do Corpo de Bombeiros, Eloízio Nascimento.
As aeronaves utilizadas nas operações têm a capacidade para abastecer 3.100 litros d’água. Devido ao intenso tráfego de aeronaves no AIB e à distância entre as pistas de pouso e o ponto para reabastecimento de água, as operações de pouso, taxiamento, recarga e decolagem chegam a 30 minutos. Na nova pista, este tempo é economizado e as aeronaves poderão abastecer até cinco vezes a mais que na base atual.
O novo ponto será utilizado quando ocorrerem incêndios de grandes proporções em pontos como a Chapada Imperial, na própria Flona, no Parque Nacional da Água Mineral, entre outros locais das regiões Norte e Noroeste (chácaras e residências) da cidade.
Além do reservatório da Flona, outra caixa d’água, com capacidade de 40 mil litros, já foi instalada na APA Gama-Cabeça de Veado - Estação Ecológica do Jardim Botânico, divisa com IBGE. Até o próximo mês, será instalada mais uma, com a mesma capacidade, na Área Alfa da Marinha.
Fotos: Marco Peixoto/Caesb
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Com a baixa nos níveis e aumento no consumo, medidas simples podem ajudar na economia de água
No período de seca, os reservatórios que abastecem 80% do DF perdem volume. O reservatório do Descoberto teve seu último dia com 100% em 21 de julho, e está agora com 89,6% de volume útil, tendo 69% como meta para o final de agosto, segundo a Adasa. Já o reservatório de Santa Maria esteve até o final de junho com 100% da capacidade, mas agora se encontra com 96,6%, com 83% como meta da Adasa até o final do mês.
Como estratégia de enfrentamento para o período de seca, a Caesb poupa o Descoberto, que perde volume mais rapidamente. Assim, Núcleo Bandeirante, Candangolândia e as quadras de 1 a 5 do Park Way passaram a ser abastecidas pelo Sistema Santa Maria-Torto desde 27 de junho, e parte de Águas Claras desde 13 de agosto.
Além das mudanças operacionais, a Caesb chama a atenção da população, que precisa fazer sua parte. Em nota, a Adasa publicou que o volume de água consumida no DF nos quatro primeiros meses deste ano foi 10,1% maior que o registrado no mesmo período do ano passado, quando o racionamento entrava em vigor. Em 2019 o consumo aumentou para níveis próximos dos registrados em 2016, antes da crise hídrica.
O aumento do patamar de consumo foi constatado a partir do segundo semestre de 2018, logo após o fim do racionamento. Medidas simples podem ajudar a reduzir o consumo, evitando crises de desabastecimento. Seguem algumas recomendações para racionalizar o consumo de água:
► No banho:
► Ao escovar os dentes:
► Ao lavar a louça:
► Torneira mal fechada:
► Descarga:
► Limpar calçadas:
► Instalação de hidrômetros individualizados:
Algumas regiões precisam redobrar a atenção para diminuir o consumo
Apesar de o Distrito Federal estar com os níveis dos reservatórios de água mais altos do que no mesmo período de anos anteriores, algumas cidades são abastecidas por sistemas que dependem de mananciais pequenos ou médios e poços, que reduzem muito sua disponibilidade hídrica nos meses secos. É o caso de Brazlândia, Sobradinho, Planaltina e da região do Jardim Botânico e São Sebastião. Quem mora nessas cidades sabe que, entre os meses de agosto e novembro, os córregos ficam com pouca água, reduzindo a oferta.
O Sistema Brazlândia possui duas captações superficiais, Barrocão e Capão da Onça, que não são interligadas com os demais sistemas do DF. Já o Sistema Sobradinho-Planaltina é o mais complexo do Distrito Federal e tem inúmeras captações superficiais e subterrâneas, além da interligação com o subsistema da ETA Lago Norte. Por fim, o Sistema São Sebastião-Jardim Botânico recebe água do Sistema Torto-Santa Maria, da captação do córrego Cabeça de Veado e também dos poços de São Sebastião.
É importante que todos usem água de forma consciente, principalmente nos períodos de estiagem. As comunidades que moram em Brazlândia, Sobradinho, Planaltina, São Sebastião e Jardim Botânico, particularmente, devem ter atenção redobrada para evitar que haja interrupção no fornecimento de água.
Mudar os hábitos de consumo pode ser uma poderosa ajuda na manutenção dos níveis dos reservatórios que abastecem essas cidades. Ações como banhos mais curtos, conserto de vazamentos, regulagem da descarga e lavagem de calçadas a seco contribuem para evitar escassez hídrica. Reduzir o tempo de banho de 20 para 5 minutos, por exemplo, pode economizar 90 litros de água. Consertar vazamentos também é muito importante. Uma torneira pingando desperdiça 46 litros de água por dia e, se o vazamento for maior, em forma de filete, o desperdício pode chegar a 750 litros por dia.
Outro hábito que gasta muita água é a lavagem de calçadas. Varrer a sujeira em vez de lavar as calçadas com mangueira gera uma economia de, em média, 120 litros de água. Outra alternativa é utilizar a água usada na lavagem de roupas para limpar as calçadas. O simples ato de escovar os dentes com a torneira fechada e só abrir para enxaguar a boca pode economizar 16 litros de água.
Confira aqui o vídeo educativo sobre o uso consciente da água: https://youtu.be/8BWtvO0A9gM
Irregularidades causam R$ 35 milhões em prejuízos anualmente
Em mais um dia de operação contra o furto de água, a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) removeu um ponto clandestino instalado em uma casa de pôquer no Setor Hoteleiro Norte. O terreno estava com o abastecimento interrompido desde 2014, contudo a água continuava sendo religada de forma clandestina. Ao identificar a nova fraude, a Caesb acionou a Polícia Civil para que a perícia fosse feita e o “gato” desmanchado.
Em outra região do Distrito Federal, um prédio residencial que foi construído com água furtada, também teve o abastecimento ilegal cortado. O empreendimento, localizado na quadra 600 do Recanto das Emas, estava com a água desligada pela Caesb desde 2015.
De janeiro a agosto deste ano, a empresa realizou mais de 16 mil vistorias, nas quais foram identificadas cerca de 1.250 irregularidades. Pelo menos 10 ligações clandestinas são interrompidas por dia. Esses números causam grandes danos à empresa que teve, no ano de 2018, um prejuízo médio de R$ 35 milhões causado por ligações clandestinas.
Clique na foto e no vídeo para baixá-los.
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Créditos foto e vídeo: Marco Peixoto (Caesb) |
A Caesb vai participar do encerramento da Semana Lago Limpo, promovida pela Adasa, sábado (14/09), das 10h às 13h, na Praia do Norte, antigo Piscinão. A Semana Lago Limpo consiste no conjunto de ações de instituições e sociedade civil para garantir a qualidade do Lago Paranoá.
A Companhia vai apresentar no seu espaço uma mostra do Laboratório de Microbiologia, onde serão feitos pequenos experimentos e análises de fitoplancton e zooplancton do Lago Paranoá. A Pequena Vila Cidadã também será montada no local para interação com crianças, que comporta jogo das trilhas e dados, terrários, módulos de assoreamento e eutrofização. O estande da Caesb contará ainda com a apresentação de vídeos e distribuição de material educativo.
Para a hidratação de todos os frequentadores da Prainha Norte, a Caesb vai distribuir 500 litros de água potável durante todo o evento.
Na ocasião, haverá oficinas e brincadeiras para as crianças; orientação de educadores ambientais; exibição de maquetes do ciclo da água; canoa havaiana, aulas de ioga e fit dance. Haverá também a participação de mergulhadores, demonstração de equipamentos da Marinha e travessia eficiente de natação para demonstrar que pessoas com deficiência física também podem fazer uso do lago.
Lago Paranoá
Criado artificialmente em 1959, com objetivos iniciais de paisagismo, recreação e geração de energia, a Caesb inaugurou em outubro de 2018, o Sistema Produtor de Água do Lago Norte, tornando o Lago Paranoá um importante manancial para o DF, com capacidade de produção de até 700 l/s.
Com o objetivo de realizar estudos sistemáticos da qualidade do Lago, a Caesb possui ainda, uma estação flutuante de monitoramento da qualidade da água, instalada próximo à Ermida Dom Bosco. Este equipamento é capaz de registrar parâmetros básicos como densidade de algas, temperatura, pH, condutividade, turbidez e oxigênio em diferentes profundidades, em tempo real. Esse equipamento aumentou substancialmente a eficácia dos sistemas de segurança da qualidade da água da Caesb, permitindo uma redução dos potenciais danos ao meio ambiente e à saúde humana, por meio das informações rápidas e seguras das possíveis alterações na qualidade da água.
Segundo o assessor de Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Caesb, Vladimir Puntel, “o Lago Paranoá é o primeiro lago tropical urbano recuperado no mundo. Isso é motivo de orgulho para todos nós, 100% do esgoto coletado no Distrito Federal é tratado. Nosso desafio agora são os anos que virão. Os investimentos não são só da Caesb, são da sociedade como um todo. Manter o Lago limpo não é um desafio só da Companhia. É preciso uma gestão integrada, compartilhada não só com as instituições, mas também com o cidadão”.
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