Consumidores podem parcelar débitos pela internet
Quitar débitos de água e esgoto pela internet permitiu aos clientes da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) retomar os serviços de água que estavam suspensos, por falta de pagamento. O débito pode levar inclusive ao protesto dos títulos junto ao cartório de notas. Desde agosto do ano passado, a Companhia encaminhou aos cartórios 160.936 faturas que estavam em aberto há mais de 60 dias, em um valor total de R$ 98 milhões.
Com o parcelamento ou a quitação dos débitos, a empresa recuperou R$ 39 milhões. À vista foram pagas mais de 35 mil contas, no valor de R$ 9,4 milhões. Diariamente são enviadas para o cartório de protestos cerca de 2.700 contas de água e esgoto sem pagamento.
O objetivo da medida adotada pela Empresa é reduzir a inadimplência, em especial das faturas de baixo valor, pois hoje constam mais de dois milhões de contas, de até R$ 500,00, em aberto, o equivalente a 96% de todas as faturas não quitadas junto à Companhia.
Aos clientes que têm débitos com a Companhia estão sendo enviados boletos do título protestado. Além dos valores devidos à Caesb, também devem ser quitadas as taxas de emolumentos cobradas pelo cartório, variando conforme o valor do título protestado.
Após a quitação dos débitos, caso o fornecimento de água esteja suspenso, o prazo é de 16 horas úteis para religação no ramal predial de água e de 10 horas úteis para as demais. A Caesb precisa ter acesso ao hidrômetro ou ramal predial de água para a religação. O consumidor também deve certificar-se de que todas as torneiras do imóvel estejam fechadas para que não haja desperdício no retorno da água.
O cliente pode negociar as contas em aberto pelo site www.caesb.df.gov.br, via Autoatendimento. Os consumidores que desejarem ir até um dos 13 escritórios ou dos cinco postos "Na Hora" devem procurar aquele correspondente a sua localidade, lembrando que os Escritórios Regionais não recebem pagamento de contas. Para o parcelamento de débitos, o consumidor deve levar cópia e original dos documentos pessoais e dos documentos de propriedade ou posse do imóvel.
Caso o consumidor tenha dúvidas quanto à autenticidade do boleto bancário enviado pelo cartório, deve entrar em contato pelo telefone 115.
Serviço:
Fabricante das membranas de ultrafiltração convida representantes do governo e da indústria para visita à ETA Lago Norte
Um ano e nove meses depois de instalado pela Caesb, o sistema de tratamento de água de Ultrafiltração por Membranas tornou-se referência no Brasil. Técnicos de diversas empresas de saneamento e pesquisadores já estiveram na Companhia para ver de perto o funcionamento do sistema.
Nesta quinta-feira (18), a partir das 13h, a empresa Dupont Water Solutions, representante da fabricante das membranas no Brasil, vai reunir integrantes do governo, da indústria e das empresas de saneamento para uma visita à planta de tratamento de água por ultrafiltração da ETA Lago Norte, uma das maiores do Brasil com uso exclusivo desse tipo de tecnologia. A partir das 14h30, técnicos discutirão a experiência na adoção de novas tecnologias para o saneamento e posicionamento da indústria em relação à crise hídrica, entre outros temas.
O processo de tratamento de água por membranas de ultrafiltração apresenta várias vantagens, como o elevado nível de remoção de contaminantes. O tempo de execução de obra e o tamanho do terreno, por exemplo, foram determinantes para a escolha do sistema. Construída no período do racionamento, a ETA Lago Norte foi a solução encontrada para abastecer parte da população de Brasília com água do Lago Paranoá.
Devido à situação emergencial, a obra precisava ser rápida. Por essa razão, optou-se pelo sistema de membranas de ultrafiltração, que não exige uma área muito grande para a instalação, nem demanda uma obra civil demorada. Em tempo recorde, apenas cinco meses, a ETA Lago Norte começou a operar com 630 módulos de membrana. Atualmente, são captados, tratados e distribuídos 700 litros por segundo para as regiões do Lago Norte, Itapuã, Paranoá, Varjão, Taquari e parte de Sobradinho e da Asa Norte.
Mas a grande vantagem do sistema de ultrafiltração por membranas é a qualidade da água. “Esse sistema dá uma segurança muito grande para a população, independente da época do ano. Nos métodos convencionais, há variação de resultados a depender do período e é preciso usar mais produto químico”, explica a engenheira química Cláudia Simões, coordenadora de Operação da Caesb responsável pelo sistema.
As membranas de Ultrafiltração eliminam contaminantes por um mecanismo simples de exclusão por tamanho. Uma diferença de pressão torna possível a operação. A membrana apresenta um tamanho de corte de 0,030 micros e retém microorganismos (vírus, bactérias, protozoários como Giardia e Cryptosporidium), partículas, sólidos em suspensão, entre outros, gerando uma água tratada de excelente qualidade. O uso de produtos químicos se restringe ao processo de limpeza das membranas e aos itens obrigatórios para garantir a potabilidade da água, segundo a legislação.
Além da ETA Lago Norte, atualmente o sistema de tratamento de Ultrafiltração por Membranas também é usado na ETA Gama, inaugurada em dezembro de 2018. Há estudos na Companhia para adotar a tecnologia de ultrafiltração na ampliação de estações de tratamento, mas ainda está em fase de projeto.
FOTOS: Marco Peixoto/Caesb
Melhorias reduzirão perdas da Companhia e trarão benefícios para 160 mil pessoas
A Caesb investe de forma permanente em diversas estratégias para reduzir perdas de água tratada. Uma das iniciativas é a setorização de redes de distribuição de água, que proporcionará a separação de uma rede maior em redes menores, criando os Distritos de Medição e Controle (DMC). Dessa forma, pode-se fazer o monitoramento e controle individual de cada parte da rede.
As primeiras etapas da setorização das redes de água vão acontecer em Taguatinga, São Sebastião e Ceilândia. As três regiões foram selecionadas em função dos índices de perdas e dos volumes de água perdidos ao longo dos últimos anos, gerados por expansões urbanas aceleradas e pelas ocupações irregulares.
Em Taguatinga, as obras já começaram. O sistema será implantado em parte da cidade, beneficiando 160 mil pessoas. O investimento será de R$ 16.606.220,64, com recursos provenientes do BID, e a previsão de conclusão das obras é no primeiro semestre de 2020.
O projeto de setorização prevê a instalação de trechos de rede de água, macromedidores e válvulas redutoras de pressão. Esses equipamentos permitirão o controle à distância da operação do sistema, adequando a pressão na rede e identificando online possíveis vazamentos. Essa operação automatizada permitirá a minimização de perdas na rede de água.
Outro componente da obra é o trabalho de substituição de rede que abastece diretamente as residências. Essa rede está localizada na área frontal das casas, na calçada ou rua, onde se conectam os ramais que abastecem cada casa.
A substituição de rede envolverá 8.635 casas das áreas que representam maior incidência de vazamento, envolvendo as quadras QNH, QI, QNF, QNG 34-46, QND, QNE e QNG 1-33. Nessas áreas, as obras terão uma maior interface com os moradores.
A obra contempla 12 setores de medição e controle, além da construção de 19,3km de redes de distribuição de água para setorização, variando entre os diâmetros de 60mm e 500mm. Também prevê a substituição de 78,4km de rede.
Etapas
Durante a etapa de substituição de redes, equipes de mobilização realizarão encontros com a comunidade para apresentar as condições de execução e de orientação nos casos de substituição de ramais ou interdição de circulação em calçadas, por exemplo. Também será disponibilizado um site na internet para acompanhamento das obras, sugestões ou reclamações da população. O contato com os moradores ocorrerá da seguinte forma:
1 - Uma equipe da Caesb uniformizada e identificada irá visitar cada residência para coletar informações sobre o hidrômetro atual.
2 – Na sequência será construída uma rede de distribuição para os ramais de ligação predial (tubulação que sairá da rede de distribuição e se conectará ao hidrômetro do cliente), através de escavações (vala a céu aberto), com impacto à população. Poderá ser necessária a interrupção momentânea de água às residências.
3 – No dia posterior, será realizada a conexão da rede nova ao ponto de fornecimento de cada casa (entrada do cavalete). Poderá ocorrer a interrupção momentânea de água às residências.
Em caso de dúvidas, o morador pode entrar em contato pelo telefone 115, da Central de Atendimento da Caesb.
Sobre as perdas
No início do mês de junho, o Instituto Trata Brasil divulgou pesquisa que apontou um índice de aproximadamente 34% de perdas na água tratada e distribuída no Distrito Federal. Isso significa que, de cada 100 litros de água captada nos rios e córregos, cerca de 34 litros são perdidos ou não são medidos pela Caesb, seja por furtos nas redes de água, ligações clandestinas, erros na medição do cliente (submedição dos hidrômetros) e vazamentos na rede de distribuição e em reservatórios.
As perdas são classificadas em dois tipos – reais e aparentes –, sendo a primeira também chamada de perdas físicas (vazamentos) e as aparentes são as perdas comerciais ou de faturamento, em que a água foi consumida pela população, mas a empresa de saneamento não faturou por esta água.
Sobre a setorização
O modelo de setorização a ser implantado pela Caesb também prevê a redução da pressão em suas redes, impactando fortemente na redução de arrebentamentos e na intensidade de vazamentos.
Esse modelo foi escolhido por possibilitar o monitoramento sistemático dos novos setores (volume distribuído e pressões na rede), agilizando as intervenções e deixando-as mais eficazes, proporcionando a redução das perdas reais (perda física de água). Haverá ainda em algumas áreas da cidade a substituição de redes, reduzindo não só as perdas d’água, mas proporcionando uma melhoria na qualidade da água entregue, pois, no lugar de tubulações antigas, há a ocorrência de tons de ferrugem na água.
Anexo:
Crédito da foto: Marco Peixoto
A Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) realizou na manhã desta quarta-feira uma operação de combate a uma intervenção clandestina no Riacho Fundo II, QS 18. No local, havia uma ligação irregular à rede de distribuição de água da Companhia, que alimentava aproximadamente 80 casas em construção e outras 20 já ocupadas, além de uma madeireira, dentro de um loteamento previsto para contemplar 300 imóveis.
“É importante ressaltar que a denúncia foi feita à Administração do Riacho Fundo II. Atuamos imediatamente assim que fomos demandados porque esta intervenção na rede de água prejudica os clientes regulares da Caesb, já que há redução na pressão. Também impossibilita encher as caixas de água que ficam no segundo andar dos imóveis”, explicou o gerente de Vistoria e Fiscalização da Caesb, Geraldo Donizeth Cruz Silva. A operação de hoje retirou aproximadamente 500 metros de canos utilizados para distribuição irregular de água.
A estimativa é de que a ligação clandestina exista há um ano na rede da QS 18. Donizeth lembra que, no primeiro semestre deste ano, a Caesb atendeu 12.700 Ordens de Serviço, constatando 1.100 irregularidades como essa, que abasteciam cerca de 1.700 imóveis. Em 2018, no primeiro semestre, foram 12.000 Ordens de Serviço, em que foram constatadas 1.300 irregularidades que abasteciam cerca de 2.100 imóveis.
A multa para quem intervém irregularmente na rede de distribuição de água varia de R$ 1.600 a R$ 72 mil.
Para denúncias de fraudes ou intervenções na rede da Caesb, basta entrar em contato pelos telefones 115 ou 162. As Ouvidorias das Administrações Regionais também podem receber informações sobre esses casos.
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Crédito das fotos: Marco Peixoto/Caesb
Medida faz parte da estratégia de combate a incêndios florestais
A Caesb concluiu a instalação de um reservatório de água, com capacidade para armazenar 80.000 litros, na Floresta Nacional de Brasília (Flona). Montada ao lado da pista de pouso e decolagem construída na Unidade de Conservação, a caixa d’água possibilitará abastecer com mais rapidez e de forma mais econômica os aviões do Corpo de Bombeiros destinados ao combate de incêndios florestais.
Antes, as aeronaves, que têm tanque com capacidade para transportar 3.200 litros de água, eram abastecidas prioritariamente no Aeroporto Internacional de Brasília. Outra alternativa é a Pista do Botelho, em São Sebastião, onde já existe uma caixa de 20.000 litros também doada pela Caesb.
A instalação de reservatórios em áreas de proteção ambiental é fruto de uma parceria entre a Caesb, o Corpo de Bombeiros e a Secretaria do Meio Ambiente e faz parte das ações preventivas de combate aos incêndios florestais previstas no Plano de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (PPCIF) do DF. Com os reservatórios localizados em áreas estratégicas, serão economizados tempo e combustível de aviação, além de evitar que o avião de combate a incêndio fique sujeito ao tráfego aéreo e atrase o combate ao fogo.
“Desde 1996, quando foi criado o Grupo Executivo do PPCIF, a Caesb realiza ações ambientais para ajudar no combate a incêndios florestais. Em 1998, houve um grande incêndio no Parque Nacional e iniciamos esse trabalho de instalação das caixas e hidrantes”, explica Valdeir Pereira da Silva, empregado da Caesb lotado na Assessoria do Meio Ambiente, integrante do PPCIF. Valdeir trabalha na Caesb há 34 anos e há 25 anos atua na área ambiental.
Além do reservatório da Flona, outras duas caixas d’água já foram instaladas: uma de 40.000 litros, na APA Gama-Cabeça de Veado, e a outra, com a mesma capacidade, na Estação Ecológica do Jardim Botânico/IBGE. Até o fim do mês, será instalada mais uma, na Área Alfa da Marinha.
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